sexta-feira, 4 de maio de 2012

Educação e Diversidade Cultural


A diversidade cultural está bastante presente no Brasil. Por ter sido um país colonizado, foi abrigo para diversos tipos de etnias, culturas e grupos sociais. Tais grupos que definiram o que entendemos como Sociedade Brasileira.

Concordo com Nilma, quando ela diz que a Padronização tanto do Homem quanto da Educação cria a exclusão quando deparada com a  diversidade. Nunca que conseguiremos a partir de um padrão, englobar todas as diferenças. Podemos, sim, encontrar pontos em comum, porém nunca uma homogeneidade.

Acredito, que no Brasil, o que temos por Discriminação racial, econômica e social é presente e não é tão forte como em outros países que conhemos, como por exemplo, os Estados Unidos. Hoje, há um aceitabilidade dos brasileiros com os próprios brasileiros, ou seja, de certa forma, os brasileiros aceitam mais essas presenças diferentes.

Claro, que existem os fatores históricos de classes dominantes, culturais, etc, que nos levam ao preconceito, mas existe também um movimento que, a partir da aceitabilidade do diferente, está tornando possível a "boa convivência". É um caminho que precisa ainda ser percorrido e já é evidente alguns sinais de mudança nesse segmento.

Ultimamente, as escolas estão se tornando mais acessíveis para as pessoas com deficiência. Nas escolas, as crianças já convivem com quem não consegue andar, ouvir, falar ou perceber, e também com crianças de outros etnias como índios, negros, japoneses, alemãs entre outros.

O importante nisso tudo, além da convivência pacífica, é a educação que deve a cada momento se ampliar, se tornando até mais complexa pois irá tratar com diferenças para formar e informar, como também buscar e criar a Cidadania entre eles.(Papel da Escola em conjunto com a  Família)

É desenvolvendo,pois, uma Política direcionada a esse movimento que poderemos obter mais visibilidade para melhor trabalhar com essa diversidade cultural, incentivando "um posicionamento crítico e político e um olhar mais ampliado que consiga abarcar os multiplos recortes dentro de uma realidade cultural diversa".

Isto é, Políticas Públicas Educacionais criadas para melhor atender à população, inserindo o diálogo, trocas de experiências e também garantindo os direitos. Deste modo, unindo as diferenças para suscitar uma Complexidade de Conhecimento como de Aprendizagem, dando ao aluno uma possibilidade maior de construir sua cidadania: respeitando e compreendendo as presenças diferentes. Isso implica em "romper com os preconceitos, em superar as velhas opiniões formadas sem reflexão, sem o menor contato com a realidade do outro.

A educação é essencial ao Ser Humano como ao desenvolvimento da Sociedade. A partir desse ponto, devemos construir nosso mundo com essa visão "globalizadora" no que diz respeito à educação, aos direitos, etc.

Fonte:

Gomes, Nilma Lino. Educação e Diversidade Cultural: Refletindo sobre as Diferenças na Escola.
mulheresnegras.org/nilma.html (2007)

quinta-feira, 29 de março de 2012

"O que é formação para CIDADANIA?"


Texto base: Entrevista com Chico de Oliveira, realizada em 1999.

Palavras-chave: Cidadão, plenitude, virtualidade e conflito.

Para que falemos sobre cidadania,  temos de pressupor que existam cidadãos.  E como definir o que é cidadão? Cidadão é aquele que participa ativamente da sociedade e possui direitos atribuídos por uma constituição ou conjuntos de Leis, ou talvez, pela própria organização cívica que se encontre (será que um índio é cidadão? Acho que para sua tribo e para o país que ele habita, sim).

Sendo assim, para sermos cidadãos devemos participar de forma efetiva da sociedade buscando garantir os nossos direitos como também lutar por eles, pela sua melhoria, pela sua adaptação segundo a nossa realidade atual. Essa busca pelos direitos deve ser algo dinâmico que envolve fielmente quem luta por uma causa. No entanto, mesmo sendo ativo, esse cidadão usará de armas para que suas reivindicações possam alcançar algum êxito considerável (aqui, é o estágio do conflito). Para maior eficiência, ele se utilizará de instituições criadas e organizadas pelos próprios cidadãos para que se tenha uma força maior de mobilização, de modo que cause mudança no meio.

Temos as Leis que nos garantem nossos direitos, porém necessitamos trabalhar para que as lacunas existentes, nessas Leis, possam ser vedadas com as alterações e os acréscimos necessários. Respeitando sempre as diferenças e trabalhando com elas para que cada raça, crença e etnia possam desfrutar de direitos igualitários como também serem aceitas e compreendidas por todos. Isso é a criação do espaço de virtualidade, onde se estudaram as opções para que talvez se haja um novo direcionamento para a mudança dentro de um direito.

Mas, como está preparado? Sem dúvidas, necessitamos estar aptos no que diz respeito à linguagem para poder se desenvolver qualquer coisa. Não tem como viver em Marte, se não se sabe a linguagem que se usa por lá. Temos de estar sempre "inseridos" na linguagem para assim podermos caminhar dentro de uma sociedade. Quando se registra uma criança, vê-se já um cidadão segundo o documento, mas para que esse surja futuramente como cidadão, esse deverá participar da sociedade com suas ideologias. Chegando, então, em sua plenitude de autonomia.

É fato que os direitos já são garantidos mesmo quando não somos inseridos na linguagem (quando recém-nascidos são registrados - Brasil). No entanto, somente a plenitude de autonomia que concretizará a cidadania.

"Quais os conhecimentos necessários aos educadores e educandos do Século XXI?"


É interessante, para nós alunos, hoje, dialogar sobre esse assunto já que vemos os dois lados da moeda em nosso dia a dia. Vemos educadores que transmitem conhecimentos e outros que estimulam a buscar esses conhecimentos e buscar transformá-los ou aderi-los de alguma forma.

Na própria pergunta, percebemos a influência do simples ensino de coisas: "Quais conhecimentos...?" Quais métodos, formas, teorias, deveríamos seguir para alcançar o que seria a escola modelo do século XXI. No mais, a seguir exponho, acho, que as quatro diretrizes para a Escola Cidadã no Século XXI:

  1. Re-aprender a conhecer: Nessa diretriz, temos a necessidade primeira de conhecer as formas em sua teoria, ou seja, conhecer as coisas; ter embasamento teorético. Aqui, não usaríamos de métodos que nos levassem ao simples decorar de sentenças, mas ao método de motivação que nos permitisse pesquisar, "correr atrás" desse conhecimento almejado por nós;
  2. Re-aprender a fazer: Antes, se cobrava dos alunos o saber do feito, de quais procedimento eram necessários para chegar a esse feito (tecnicista). Nessa nova proposta, vemos a necessidade de poder não somente fazer o feito, mas recriá-lo, reinventar. Dando, pois, um dinamismo de certa forma evolutivo ao fazer.
  3. Re-aprender a conviver (viver juntos): Essa diretriz serve para para a Educação como para diversos ramos de estudo e vivência em nossa sociedade. Ela implica no RESPEITO ao que é diferente de nós, seja na área ética, religiosa, etnológica, social, econômica, e política. Temos de aprender a perceber a realidade como é em sua totalidade e compreender as "desigualdades" que formam o que chamamos de civilização global. Essa re-aprender a conviver nos remete a conscientização do que é mundo.
  4. Re-aprender a ser: Nessa diretriz, seremos já a totalidades das anteriores na perspectiva de que somos seres inacabados e que sempre buscamos o que é perfeito.  Isto é, tendo essa perspectiva como norteadora de nossa conduta, saberemos dialogar e duvidar sobre o que se conhece, podendo causar um desenvolvimento produtivo do que se conhece entre duas pessoas. Por exemplo, no meu Estado, uma fruta tem certas propriedades acentuadas e no seu Estado, essa mesma fruta tem outras propriedades acentuadas e assim, saberemos no fim, quais as totalidades de propriedades que essa fruta tem. É saber somar por meio do diálogo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

VIDA


Vejo que muitos dizem procurar a profundidade na suas relações inter-pessoais: buscam o amor, o carinho, o bem-estar, e o zelo. No entanto, não é isso o que acontece. Vejo pessoas, que apesar de sonharem com coisas mais sublimes, colocam-se à mercê de situações e práticas que vão de encontro aos seus sonhos e propósitos, e digo até de seus princípios morais.

Penso que cada um de nós devamos, sim, refletir o que realmente somos e queremos e, buscar o que é verdadeiramente a felicidade para nós. Seja debaixo de um coqueiro numa praia ou dentro de um escritório repleto de livros. Mas que  represente, sem hipocrisia, o que almejamos.

Há, certamente, os casos em que a covardia nos impede de realizar aquilo que queremos. Porém, não é problema de outros, é o nosso. Alguns podem chegar e dizer: - Tome conta de sua vida.  Mas, somente nós mesmos nos tornaremos sujeitos de nossa própria vida. :D

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Montaigne - Cap IV - De como a alma que carece de objetivo para as suas paixões as manifesta ainda que ao acaso

Citação: "assim como o vento, se espessas florestas não se erguem à sua frente como obstáculos, perde sua força e se dissipa na imensidão" #Lucano

Nesse ensaio, Montaigne discute a carência de objetivo para a alma. Ou seja, vemos que os homens não estão aderindo, à vida, um planejamento que os direcione e os coloque sempre a favor de uma meta. O acaso é recebido por aqueles que sua alma é inteiramente guiada por instintos (Montaigne compara o Homem aos animais). E por isso, seguem seus instintos a qual sua prática acarreta muitos prejuízos ao portador da alma. Por que, então, não se procurar o verdadeiro objetivo que os guie para benefícios?

Mesmo assim, diversos preferem se abster desse Objetivo e se colocam ao vento, ao acaso, ao resultado de seus maus atos.

"Não devemos encolerizar contra os acontecimentos, porquanto não se preocupam com as nossas iras" (Em Plutarco - um poeta antigo)

No entanto, Montaigne constata que tais homens entregues ao acaso, ainda se permitem se revoltar contra seus deuses pelos sofrimentos adquiridos ou até pelos acontecimentos. Infelizmente, tal cólera não é ouvida.

Qual seria a culpa dos deuses, se ele mesmo se faz mal? #Fato


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Montaigne - Cap III - Dos nossos ódios e afeições

Citação: "Nunca estamos em nós; estamos sempre além. O temor, o desejo, a esperança jogam-nos sempre para o futuro, sonegando-nos o sentimento e o exame do que é, para distrair-nos com o que será, embora então já não sejamos mais."

É fato que somos aptos a julgar a quem nós temos apreço e a quem não. Isso é muito comum, e Montaigne, especifica como eram feitas as honrarias aos reis mesmos esses sendo considerados maus. O que se tinha por costume era respeitar acima de tudo a autoridade real dos governantes, mesmo que suas ações não levassem a tal postura popular (é um costume que ocorre até nos dias atuais).

Além de tal ponto, aponta para a preocupação excessiva com a Morte e seus pós-preparativos. Mostra-nos alguns exemplos onde indivíduos se colocam inteiramente envolvidos nos preparativos e rituais a serem feitos em seu funeral antes da chegada hora, apesar de que em alguns casos não serem merecedores desses ritos.
Para Montaigne, a melhor forma de conduta é deixar esses preparativos nas mãos dos quem ficar. Pois, dessa maneira, a ritual fúnebre será de acordo com a honraria que o indivíduo possuiu. Sendo, pois, lembrando por suas obras (Logicamente, existem exceções nesses casos).

Enfim, o que se tira de lição (#Dever) deste capítulo é que a não preocupação com o futuro é quase improvável pois sempre estamos sendo remetidos a ações que refletem coisas relacionadas ao futuro. Nossas emoções, sonhos, pretensões, medos nos levam a agir sempre em vista desse.


Montaigne - Cap II - Da tristeza

Citação: "(tristeza)... pois ela é sempre nociva, sempre insensata, e também covarde e desprezível: os estóicos a proíbem aos sábios." Pag 15 §1º

Nesse ensaio, Montaigne se mostra averso a esse sentimento da Tristeza, relata que não tem nenhuma disposição a esse já que se considera portador de uma sensibilidade grosseira. E aproveitando tais características pessoais apontadas no início de seu escrito, faz uma crítica aos que aderem um sentimento de tristeza para ostentar sabedoria, honra, contrição, etc. Vê, a partir desses exemplos, que não há a necessidade de colocá-la como meio principal para se ter tais virtudes, como também expô-lá como forma de exibição.

Tendo isso firmado, Montaigne analisa alguns exemplos onde grandes autoridades foram submetidas a várias provas (perca de filho, mortes). E essas autoridades não se compadecem de imediato, e entronizam em si uma postura inteiramente honrosa. No entanto, quando essas são submetidas a outras provas a mais, desabam. Isto é, a taça que já estava repleta, recebe mais vinho e sangra. Tais autoridades, então, chegaram ao seu limite nesse momento.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Imagens e Conhecimento

É extremamente importante a discussão sobre a Origem do Conhecimento. Na filosofia,  há muitos que construíram suas teorias como Hume e Locke.

Muitos acreditam que o conhecimento é unicamente dedutivo, logicamente, dependente da razão. O que ignora qualquer influência da experiência (da sensibilidade) nesse. A experiência é considerada causadora de falhas. Ao admitirmos, que o conhecimento racional é inteiramente lógico e demonstrável, aceitaremos que seria inadequado que a origem de tal forma de conhecimento fosse as impressões sensoriais.
#Idéias Inatas

No entanto, é inevitável a ocorrência de que nosso raciocínio responde ao que nossas impressões transmitem, ao nosso intelecto. Aliás, nós somos conhecedores por ter esse contato sensorial e, porque conseguimos combinar tais imagens. Portanto, a imaginação (que abarca essas imagens em nossa mente) não pode ser descartada como forma de conhecimento devido essa propiciar ao conhecimento, dedutivo, opções e combinações para a construção de demonstrações inteiramente racionais.

Apostar que nossas idéias são inatas e que essas imagens estão em nosso intelecto, e renascem em nossa consciência, é bastante complexo e platônico (Metafísico: Mundo das Idéias). Porém, a corrente que coloca a experiência (empirismo) como fonte primária do conhecimento é, certamente, válida no que se refere à Origem.

Será que um homem desprovido de qualquer forma de sensação poderia conhecer o que estar ao seu redor?

Toda essa repulsa que a experiência encontra no racionalismo, é, justamente, porque tal fonte pode abarcar ilusões, coisas irreais, etc., mas é inegável a sua participação na formação do conhecer. Qual seria o filtro da do conhecimento vulgar, certamente, a Razão.


#Locke

Papel em Branco - Caracteres - Fonte da Sensação e Fonte da Reflexão

Montaigne - Cap I - Por diversos meios, chega-se ao mesmo fim

Citação: "Em verdade o homem é de natureza muito pouco definida, estranhamente desigual e diverso. Dificilmente o julgaríamos de maneira decidida e uniforme" Pag 14 §2

Nesse ensaio, Montaigne se utilizou de exemplos para demonstrar como a relação de sentimentos contrários pode ser satisfatória no que se refere à resposta do mau sentimento ante a um bom parecer. Isto é, quando se responde raiva com raiva, as conseqüências serão as priores possíveis já que teremos, nesse caso, forças iguais. No entanto, quando se responde a essa raiva com coragem e temperança, haverá, pois, possivelmente, a destruíção da mesma por esse sentimento que causará admiração.

É fato que a compaixão não é muito honrosa em certas ocasiões, embora possua todo um apelo emocional. Ela tem a possibilidade de carregar, em si, nenhum tipo de honradez que venha a convencer um coração inebriado de rancor ou de quaisquer outros sentimentos ruins.

#Estoicos:

Citação: "Entretanto, acho que cederia mais facilmente ainda pela compaixão do que pela admiração, embora a piedade seja considerada paixão condenável pelos estóicos, os quais admitem que socorramos os aflitos mas não que nos enterneçamos ante a sofrimento ou dele nos compadeçamos." Pag 13 §5







quinta-feira, 31 de março de 2011

Carencia, Amor e Vida

O Ser Humano é naturalmente carente e convive com isso diariamente: somos carentes de alimento, de leitura, de educação, de atenção, de paciência, de amor, de disciplina, etc. Somos constantemente postos à prova por nós mesmos e por nossas necessidades tão insaciáveis.
Procurar o que completa nossa carência é um processo de autoconhecimento tanto nosso como da própria carência. Temos, pois, que analisar, por fora, se tal é fundamental e é válida em sua argumentação. Brincamos com nossas razões que podem esconder motivos puramente sensíveis e que fogem de quaisquer racionalidades e argumentos lógicos que possam existir. Deles, é que nasce o que chamamos de REMORSO. Ou ainda, um tipo dele.
Não sei se serei claro, mas esse tipo de remorso está inteiramente ligado à ação que não deveria ter acontecido. Vemos, aqui, que já usamos o verbo DEVER. A partir desse ponto, entram as questões éticas que baseiam e são ferramentas de conduta humana. Certamente, algumas são seguidas e outras não. Os humanos são livres pra isso, e tem sua consciência para lhes julgarem. Pensar, então, no que se deseja realizar e satisfazer é pensar criticamente se o ato valerá a pena.  É difícil, apesar de que a questão seja nós mesmos.
Por isso, acho interessante pesar as condições: a carência, o amor para que a Vida esteja sempre sendo celebrada e exaltada.

sábado, 26 de março de 2011

Amputar o necessário para que nasça o novo SER


Essa será minha primeira crítica relacionada aos filmes. Hoje, vou me deter, simplesmente, ao enredo e como dele podemos extrair lições boas para nossas vidas. Vamos lá!! O filme mostra a vida de um típico solteiro que ama ser solitário, ter sua individualidade intensificada por suas ações. É preferível, para ele, ser assim e, dessa forma, ele consegue encontrar seu tipo de felicidade.

Sendo assim, ele se demonstra indiferente às relações inter-pessoais (nota-se isso quando o mesmo não retorna a ligação de sua preocupada mãe). Enfim, ele resolve viajar só e não deixa nenhuma pista para que outras pessoas o pudessem encontrar já que ele é o "herói fodão". Aqui, podemos até tentar diminuí-lo, mas diversas vezes em nossas vidas nos sentimos exatamente como ele, como "heróis fodões". A nossa auto-suficiência pode ser uma barreira que impede que outras pessoas cheguem perto de nós.
Não que eu esteja desvalorizando a individualidade, mas que seja respeitada também a permissão de se deixar amar e ser amado, conseqüentemente.

Tanto que o mesmo se descobre "O Super Egoísta" quando se encontra preso no Canyon e se recorda dos fatos que comprovam seu egoísmo. A partir dessa parte do filme, podemos tirar uma boa metáfora das cenas em que ele tenta se desvencilhar da "prisão entre pedras". Ele primeiro expôs o que tinha, analisou e, logo após, tentou de diversas formas retirar sua mão que estava presa entre a rocha e uma pedra média e pesada.  Isto é, ao tentarmos nos renovar, primeiro expomos para nós mesmos as possibilidades de mudança. Depois das tentativas, veremos o que alcançamos. E se obtivermos sucesso, maravilha, e se não?! Pois bem, daí surgem as amputações de coisas até preciosas para nós, mas que tal ação mudará nossa vida de uma maneira significativa e, certamente, nos dará uma oportunidade ímpar de nos permitir ser amados, e amar. E principalmente, concretizar esse amor com ação: caridade, carinho, atenção, compaixão, cuidado, etc. Ou ainda, perceber o valor e a importância de cada coisa. É um Bom Filme! Recomendo!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Alimento da Alma

Não sei se todos, mas a maioria dos homens sentem necessidade de ter um contato com algo que seja divino. Digo isso independentemente de religião (ligação com Deus), pois o homem sempre buscou e sempre buscará esse algo que é perfeito, que sempre o amará sem falhas e sem reservas. Enfim, quem não deseja ter um amor tão profundo que ultrapasse até a própria morte? Amor que vença qualquer barreira?

Deus tem o artifício tão encantador que é seu amor, é o que nos leva sempre, em última instância, a retornar sempre a sua casa. Podemos retornar em agradecimento, ou em dor, ou em contrição, ou em gratidão, etc. Existem diversos motivos que nos levam, a todo momento, retornar aos Braços Daquele que nunca nos abandona. Hoje, ao ver, minha querida Avó se ajoelhar aos 84 anos, eu percebi o quanto é valioso o que chamamos de Fé. A fé, depositada em minha querida Avó, ultrapassa qualquer barreira ou dificuldade física e a coloca em prontidão para adorar e exultar seu Deus.
Quantos aí, nem uma reverência fazem. De certo modo, é pela falta de fé.
No entanto, julgar a fé pela razão dos ateus, não é o adequado a se fazer. Fé é Fé, e estar além de qualquer argumento lógico já que traz bem-estar a quem a pratica. Eu me sinto muito bem praticando a minha, e sou reconfortado.

Boa Vontade em Kant

Kant é direto quando diz que essa boa vontade é regida pela razão, razão essa que ultrapassa a fronteira da TERRA e também pode ser empregada a seres racionais que estejam fora dela. Lembrando que, no Prefácio, ela abomina a experiência como fonte de um princípio que seria Universal e Supremo. É complicado imaginarmos tais argumentações, mas esse filósofo, em seu sistema, vai nos mostrando a possibilidade da existência de um Imperativo Categórico.
Na última aula, a Professora Cinara Nahra destacou três proposições extraídas da Primeira Seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes: 1ª Proposição: Aquilo é absolutamente bom é boa vontade; 2ª Proposição: A boa vontade parece ser indispensavel do fato de sermos dignos da felicidade; 3ª Proposição: A boa Vontade não é boa por aquilo que promove e realiza.

Isto é, a Boa Vontade, segundo Kant, é boa em si mesma e não necessita de nenhum tipo de utilidade ou inclicação para que isso seja demonstrado. A boa vontade é uma jóia onde as utilidades servem como meios que a intensificam nas situações, essa é relacionada diretamente ao querer e foge a qualquer outro tipo de ação que envolva o princípio da Obrigação Moral.
É fato que tal boa vontade nos tornará dignos de sermos felizes, porém é também fato constatar que a felicidade não dependerá diretamente disso já que vemos pessoas portadoras da felicidade e ao mesmo tempo, não merecedoras (isso segundo o julgamento moral). Seria de muita auto-suficiência julgar quem pode ou não ser feliz, isso não. Mas o que é digno, eu acho altamente provavel tal forma de separação e qualificação.

Cabe a nós refletirmos sobre tal premissa: Essa boa vontade estando relacionada ao querer, então, quando faço uma ação segundo a essa, estou digno de ser feliz e ainda estarei coerente com o julgamento moral. O que dizer do Princípio da Obrigação? É certo que ao praticarmos algo por obrigação não estamos alcançando a boa vontade já que isso foge ao querer, e consequentemente, estaremos fazendo isso porque é correto e tal prática não terá o brilho em si, a finalidade em si.

Fundamentação da Metafísica dos Constumes

 - Prefácio e Início da Primera Seção

quinta-feira, 24 de março de 2011

Palavras na hora certa

Receber mensagens, em momentos ímpares, faz a diferença, porque nos fazem relembrar alguns importâncias que esquecemos no caminho da Dor e do Sofrimento. Falo, aqui, daquele sofrimento que foge do nosso alcance e nos deixa à mercê de que um dia passe e permita que nossa alma e corpo descansem.

Podemos dizer que alguns tem o dom da música, outros, o dom da cura, outros, o dom da intercessão, e tem alguns e especiais que tem o Dom da Palavra. Que são especializados em colocar o que esperamos ouvir para acalmar nossa agonia, ou até, Deus pode usá-los para nos lembrar dizendo: "Ei, lembre-se: vc é muito especial! É território santo!"

Como é bom ler e ouvir isso! É reconfortante!!!

A palavra tem poder!!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu e a raposa

Cativa-me! Cativa-me! No pequeno Príncipe, a raposa dá um definição do cativar bem direta e objetiva. O que seria? Cativar é criar laços.Criar laços é construir meio pelos quais tal coisa, tal pessoa, tal rito se torne único dentre os demais. Criar laços é "separar" um entre os milhares existentes. É buscar uma única flor num imenso jardim refleto delas, e dessa forma, zelar. Agora, não seremos mais alheios a quem criamos laços, sentiremos sua falta, buscaremos por ele, seremos sempre compassivos ao seu dia-a-dia.
Cativado, sentiremos falta. Poderemos chorar por sua partida, sentir saudades, sentir amor, sentir vontade de estar junto. E "nos tornaremos responsáveis eternamente pelo que cativamos". É a metodologia do amar-zelar. Cative-me! Cative-me!

quinta-feira, 17 de março de 2011

6 mundos

Mundo do Rei

Existem pessoas que se colocam no lugar de REI. Pessoas que reinam sobre coisas, pessoas, momentos. Será que são reis mesmo? Será que são reis de Si? É necessário perceber que um rei não domina diretamente o que é seu, mas o que é de outrem que é, por sua vez, submetido à autoridade real. Na verdade, não é o súdito que necessita da REI, mas o REI necessita do súdito. O que será o rei sem o súdito? Qual a importância? Quem é mais importante nessa relação REI-súdito?

Mundo do Vaidoso

"Os vaidosos só ouvem elogios". Nesse mundo, os vaidosos somente conseguem ouvir o que lhe é apraz, não importa o que dito para o criticar negativamente. O que ele deseja é ser notoriamente aplaudido e exaltado em suas qualidade, sua vaidade é a alimentada pela admiração de outrem que está sempre a contemplar e indicar suas qualidades. Eles desejam que batamos palmas até cansar nossas mãos, podendo dessa forma se tornar até um "palhaço" tirando e colocando o chapéu (pequeno príncipe)

 Mundo do Bêbado

Nesse mundo, o que impera é a fuga do próprio vício. Ou melhor, a vergonha de tê-lo o leva a  beber para se embriagar e esquecer, sair fora de si, do consciente, e fugir da vergonha de ser bêbado, viciado. É estranho tal premissa, mas é bastante comum. Quem não foge ou fugiu de si?

Mundo do Homem de Negócios

Muito trabalho, muitas horas de serviços, muitos compromissos, muitas obrigações. Isto é o mal do século. Homens cada vez mais aculados de tarefas e pouco aproveitamento da vida social e familiar. Homens que preferem reuniões demoradas de trabalhar a ficar com a familia e curtir sua vida. Trabalho é necessário pra a sobrevivência. Não é preciso trocar a vida por trabalho para assim não perceber os detalhes que engrandecem a vida.

Mundo do Geografo
 
Esse tem toda a sabedoria referente ao que é o seu mundo, terras, montanhas, mares. Mas não se permite buscar as informaçoes nas fontes para que possa assim ver se é real ou não. Esse é o sábio que mora atrás de uma mesa que não se deixa levar pelo conhecimento onde o mesmo nasce. Manda outro para lá investigar de suas impressões formalizar o conteúdo que se transforma em verdade dependendo de seu cárater.
A filosofia é a busca da sabedoria, pq não correr atrás um pouco tb? Ainda há o que se descobrir e fomentar!


Mundo do Homem que acende o lampião

Acende e apaga, acende e apaga, quando o dia amanhace, acende, quando o dia anoitece, apaga. Essa é a vida do homem da acende o lampião, nesse caso ver-se pelo menos um utilidade para o homem desse planeta. Uma utilidade que serve no dia-a-dia, apesar de que no acender e apagar tão continuos, ele acaba perdendo tempo e não se permitindo sair daquela função.

Qual minha utilidade?

Previna-se do sofrimento!

Previnir-se do sofrimento é dizer NÃO a tudo aquilo que nos faz sofrer seja no físico e no espiritual. Necessitamos aprender a escolher conscientemente para não nos perdermos num abismo escuro e umido cuja fuga é complexa.

Saber dizer NÃO Saber dizer SIM

Qual a importância das coisas e o que nos faz mal?

A importância das coisas está na essência delas. Por isso, nem sempre percebemos o que realmente é em nossa vida. Por ser ínfimo, deixamos tal coisa de lado e não procuramos tratá-la com o devido respaudo que ela merece. A importância pode ser definida como a funcionalidade que garante o real motivo de existência.
No entanto, coisas pequenas passam todos os dias em nossa frente e não a vemos justamente porque estamos atarefados demais ou simplesmente porque só somos sensíveis àquilo que é grande. Detalhes são formadores de grandes importâncias e quantas estão sendo esquecidas no nosso cotidiano, e que poderiam fazer, certamente, a diferença.
Tais coisas podem ser um sentimento, uma ação, um espinho na flor, a água que bebemos, o café pronto que encontramos todas as manhãs, um olhar de zelo, etc.

Tendo a sensibilidade de reconhecer a importancia das coisas e de também perceber detalhes que nos levam a ela, é necessário também reconhecermos o que nos leva ao mal, o que é ruim para o nosso perfeito equilíbrio.

Um comida, uma ação, uma palavra: tudo isso pode nos fazer mal e por isso, temos de afunilar e penerar o que se deve passar para entrar em nosso coração, em nossa alma.

 Sabemos que é fácil limpar nosso corpo físico, mas esse processo na alma é bem diferente e complicado, foge muito do nosso alcance e esse, requer muito tempo e disciplina. Pois, "É tão misterioso, o país das lágrimas!" (país da alma e das emoções)

Lendo o Pequeno Príncipe (VII)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quanto aos erros!!

Quero que esse espaço seja inteiramente pessoal e que eu me sinta livre nele para poder escrever e até errar tanto na digitação como também de outras formas. O que importa pra mim aqui é expressar o que penso no momento em que eu reflito.

Será um meio de eu poder me analisar e me conhecer mais!

"Conhece a ti mesmo" Oráculo de Delfos para Sócrates
(Missão difícil, em??)

Acolhimento

Hoje, começo a escrever minhas reflexões nesse espaço da net. Eu não tenho a pretenção de escrever tratados e nem muito menos verdades absolutas aqui. Quero, somente, ter um espaço que me propicie a escrita do que eu penso e que assim, eu possa ficar estimulado a tal ação.
Aqui, eu tratarei de diversos assuntos. Comentarei sobre livros, sobre assuntos diversos relacionada ao ser humano, à filosofia, às artes, aos meus trabalhos musicais, etc. Enfim, é um RECANTO onde coloquei minhas impressões sobre o mundo, e principalmente, colocarei o que eu entendo dele.

Pois bem!!!

Bem-vindo ao meu diário de pensamentos !!!
Bem-vindo ao Meu Recanto  de reflexão!!!

Vamos ao trabalho @decio_filho srrsrs